sexta-feira, 30 de março de 2012

Ao Feriado Não Marcado

Ao início de uma era.
Estamos chegando a um momento marcante do ano, o momento de nos lembrarmos de uma data em anos já perdidos no tempo, um momento de nosso passado que talvez muitos não tenham visto, muitos não tenham vivido, mas de fato são frutos para o bem ou para o mal desse momento marcante da história de nosso país, de nossa nação.

Vou começar fazendo a observação de que não concordo com essa imagem, pois o "Golpe de 64" ou como prefiro chamar de "Início do Regime de Exceção" na realidade foi no dia 1 de Abril, a verdade é que a sociedade brasileira se deitou no dia 31 de Março apreensiva e acordou no dia 1 já em novo regime de Estado e com novo presidente e tudo mais.


Segundo ponto importantíssimo que gostaria de ressaltar é que localizei essa imagem no Facebook (com o devido link marcado) e nesta fonte de origem temos um curioso texto que irei ressaltar aos que não tiverem Facebook ou se o acesso a essa "ferramenta" com este link não for permitido:
Diz assim:


"Se o Hino Nacional Brasileiro te emociona, compartilha.
Vamos mostrar aos que se emocionam com o hino de Cuba que ainda não nos vendemos."

Bem, clichê à parte, revanchismos e saudosismos desnecessários à parte também... Vou concordar que por vezes alguns brasileiros parecem mais felizes, satisfeitos ou contentes com outro hino ou com outros símbolos nacionais, com outras histórias de nação do que com os nossos hinos e símbolos, do que com a nossa história como nação.
Essa realidade é mais, muito mais do que decepcionante, desapontadora, desagradável e desconfortável. Simplesmente é horrível saber que meia dúzia de nossos radicais se sente mais feliz ao cantar o Hino Cubano, ou ao cantar um "God Save The Queen".

Eu não me vendi, sou brasileiro, não que eu não desista nunca, mas eu ainda tenho fé, tenho esperança tenho Brasilidade dentro de minhas veias, meu sangue é quente como nosso clima é vibrante e vivo como nossas terras e se pudesse ele ser verde-amarelo-azul-e-branco, ele certamente seria.

Não sou anti-democrático, não quero o fim da democracia e não estou pregando pelo retorno do "Regime de Exceção" (sim eu me recuso a tratar como Ditadura Militar, um regime que foi muito mais leve e ameno do que os de nosso vizinhos como Chile e Argentina), por mais que as vezes eu me veja acreditando que talvez seja uma solução para alguns problemas. A verdade é que hoje um regime de exceção seria muito mais complexo e inviável e a ingerência de força internacional certamente se faria presente ainda na primeira semana de novo regime.


O que quero dizer e ressaltar então com essa mensagem?

Para o bem ou para o mal essa foi a data marcante que abriu um período duro, tenebroso, assombroso, nebuloso de nossa história, ao menos na visão de alguns. A verdade porém é que esta data iniciou um regime de exceção que teve muito erros, e muitos acertos e não podemos jogar fora o legado que esse regime nos deixou, eu tenho certeza que muitas estão fazendo isso se já não o fizeram.


Eu comemoro sim a revolução de 1964, sou um filho da revolução, sou um burguês porém tem religião... Geração Coca-cola, geração Coca-cola.

Em 31 de Março escreverei mais...

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