segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Noturno



Poesia...


Eu cresci escutando música pop, uma outra coisa de clássicos e samba que meu avô escutava e as músicas do Roberto Carlos que minha avó adorava...


Confesso que até gosto de um ou outro samba, e gosto até que bastante do Rei, meu amigo de fé irmão camarada, Roberto Carlos. O pop e mpb, influências da minha mãe, sempre estiveram marcados.


Aí veio a BAGACEIRA chamada segundo grau e o roqueirismo na veia, nunca cheguei a ser dorme sujo, meu cabelo cresceu muito depois e não andava com camiseta de banda, de bota, spikes, cintos com detalhes metálicos, correntes, sobre-tudo... Não... eu era um roqueiro "light".


Na faculdade a coisa não mudou, acabei me tornando um pouco mais eclético pelas necessidades de festas e churrascos, mas enfim...


Então começa-se a trabalhar depois e convive-se com toda a sorte de macacos, ou bicho homem, como preferirem (não que o 2º grau e a faculdade não fossem verdadeiros zoológicos também!).
Tive contato com o pior do universo, mas existe sempre espaço para boas coisas, como passei a escutar e gostar de house music, o "tuntistun" legal, anima.


Mas a força mor veio com a idade e curiosidade ou contato por amigos ou parentes, com os mais clássicos, o que seria bem mais profundo, o trash ou brega, mas que é bom, e acima de tudo... é poético.


Raimundo Fagner é uma personificação da poética musical...
Dos meus gostos que saem de Iron Maiden e Dream Theater, passam por Linkin Park e U2, chegam à Vanessa Carlton tendo até rock japonês no meio além do lugar para Beatles, Rush, pop e pop-rock nacional, Jorge Aragão à Chitãozinho e Xororó, eu encerro aqui a personificação da poética musical.


Vários "hits" nacionais estão na voz dessa pessoa, e ele é bom, intérprete, porém com uma singularidade tamanha que as músicas por ele interpretadas são um mágicas!



Infelizmente não tinha o vídeo real do show


E por isso deixo essa:


Noturno


O aço dos meus olhos
E o fel das minhas palavras
Acalmaram meu silêncio 
Mas deixaram suas marcas
Se hoje sou deserto
É que eu não sabia
Que as flores com o tempo
Perdem a força
E a ventania vem mais forte.

Hoje só acredito
No pulsar das minhas veias
E aquela luz que havia
Em cada ponto de partida
Há muito me deixou 
Há muito me deixou 

Ai, Coração alado
Desfolharei meus olhos
Nesse escuro véu
Não acredito mais
no fogo ingênuo da paixão 
São tantas ilusões
Perdidas na lembrança
Nessa estrada
Só quem pode me seguir sou eu
Sou eu, sou eu, sou eu

Um comentário:

Rafael disse...

E além disso tem a cara amassada mais sexy do Brasil!